Mais uma Semana
Essa semana foi curta com a passeata pela Educação na quarta-feira e com as oficinas oferecidas pela SMED na quinta e na sexta- feira, mas bem significativa, embora só com dois dias de aula e o planejamento para seguir, pensei que tinham ficado algumas coisas para trás, pois esqueço que são pequenos, às vezes, e quando o assunto empolga e provoco- os, partem para a discussão, dialogando,questionando, e o plano com os conteúdos fica para trás.
Antes do PEAD, isso teria me angustiado, pois pensava que estaria perdendo tempo, e os conteúdos?
Agora vejo o quanto ganhamos com "essa perda de tempo",ganhamos em qualidade, desenvolvimento do raciocínio, interação com os colegas, refletem analisam e se posicionam, pois segundo Paulo Freire, o conhecimento não se transmite se constrói, sendo assim eles construíram o conceito sobre o Universo, a partir das discussões, argumentações e da pesquisa, embora houvesse alguma discordância por parte de alguns alunos, que levará a novas pesquisas, discussões, questionamentos, indagações e reflexões.
E assim construirão novos conhecimentos, sempre sem parar, pois uma coisa leva a outra.
Saturday, May 01, 2010
Saturday, April 24, 2010
Descobertas
Depois de duas semanas,que na verdade foram sete dias, pois terça -feira tivemos reunião pedagógica, quarta feriado, analisando me apavorei um pouco, pois estava acostuma com 4ª série a muitos anos, resolvi pegar um 3º ano, como desafio, mas não imaginava tantas dificuldades, alunos que não tem noção de espaço no caderno, que ainda tem dificuldade na construção do número, que ficam muito alienados e que muitas vezes não entendem o que falo, sendo assim revi minha ação pedagógica e vou começar uma semana com mais calma, respeitando o ritmo da maioria, embora tenha uns muito rápidos e com sede de informações e conhecimento,vou tentar aproximá-los.
Descobri agora que tenho um aluno especial nesta turma, foi dito que ele tinha muita dificuldade de aprendizagem, mas descobri que tem laudo médico, que ele é bem comprometido no desenvolvimento mental, outro teve paralisia infantil, que deixou seqüela nas pernas,mas caminha e corre normalmente, são coisas que não observamos nos primeiros dias.
Depois de duas semanas,que na verdade foram sete dias, pois terça -feira tivemos reunião pedagógica, quarta feriado, analisando me apavorei um pouco, pois estava acostuma com 4ª série a muitos anos, resolvi pegar um 3º ano, como desafio, mas não imaginava tantas dificuldades, alunos que não tem noção de espaço no caderno, que ainda tem dificuldade na construção do número, que ficam muito alienados e que muitas vezes não entendem o que falo, sendo assim revi minha ação pedagógica e vou começar uma semana com mais calma, respeitando o ritmo da maioria, embora tenha uns muito rápidos e com sede de informações e conhecimento,vou tentar aproximá-los.
Descobri agora que tenho um aluno especial nesta turma, foi dito que ele tinha muita dificuldade de aprendizagem, mas descobri que tem laudo médico, que ele é bem comprometido no desenvolvimento mental, outro teve paralisia infantil, que deixou seqüela nas pernas,mas caminha e corre normalmente, são coisas que não observamos nos primeiros dias.
Wednesday, April 21, 2010
Continuando
Segundo o que combinamos que seria o ponto de partida para a arquitetura pedagógica, o interesse deles neste momento está voltado para o Universo, com várias dúvidas, como ele se formou, quem o fez, se existe vida nos outros planetas, o que houve com a Terra depois da explosão, etc.. e as certezas provisórias, a Terra faz parte do Universo, ele começou com uma explosão de meteoros que caíram, a Terra é redonda,etc.
As perguntas, dúvidas e certezas provisórias são muitas, aos poucos estamos discutindo, fizemos um passeio ao Planetário para assistir o " Príncipe sem nome", na volta algumas certezas provisórias, como:
-A terra para eles era redonda,
- O Universo começou com uma explosão de meteoros que caíram,mas de onde?
Descobriram que suas certezas não eram certas, isso desacomodou-os um pouco, surgindo mais dúvidas e curiosidade em pesquisar para saber mais, assim estamos trabalhando enquanto não chega o momento de utilizarmos o Laboratório de Informática, que será sexta-feira, pois estão loucos para irem para o laboratório pesquisar e criar o Wiki para trocarem informações, pois cada dupla irá pesquisar uma dúvida e uma certeza.
Segundo o que combinamos que seria o ponto de partida para a arquitetura pedagógica, o interesse deles neste momento está voltado para o Universo, com várias dúvidas, como ele se formou, quem o fez, se existe vida nos outros planetas, o que houve com a Terra depois da explosão, etc.. e as certezas provisórias, a Terra faz parte do Universo, ele começou com uma explosão de meteoros que caíram, a Terra é redonda,etc.
As perguntas, dúvidas e certezas provisórias são muitas, aos poucos estamos discutindo, fizemos um passeio ao Planetário para assistir o " Príncipe sem nome", na volta algumas certezas provisórias, como:
-A terra para eles era redonda,
- O Universo começou com uma explosão de meteoros que caíram,mas de onde?
Descobriram que suas certezas não eram certas, isso desacomodou-os um pouco, surgindo mais dúvidas e curiosidade em pesquisar para saber mais, assim estamos trabalhando enquanto não chega o momento de utilizarmos o Laboratório de Informática, que será sexta-feira, pois estão loucos para irem para o laboratório pesquisar e criar o Wiki para trocarem informações, pois cada dupla irá pesquisar uma dúvida e uma certeza.
Friday, April 09, 2010
Arquitetura Pedagógica
Pensando
Quando pensei na Arquitetura Pedagógica para o estágio,resolvi optar por um PA, pois gosto de instigar os alunos a pensar, perguntar, expor suas dúvidas, certezas e opiniões, pois acredito que as perguntas são o resultado natural da curiosidade e nos levam a novos conhecimentos, a novas compreensões, a tomada de consciência do que sabemos e estimulam a investigação, pois geram observação, interpretação das respostas, desenvolve o estudo e leva-se a investigar o que se conhece. Sendo assim desafiam o aluno a comprometerem-se com a pesquisa das idéias, na aplicação dos processos intelectuais em problemas de interesse pessoal ou social envolvendo-os com a realidade, agrupando-os por interesses semelhantes, colocando-os em um papel ativo, pesquisador, onde observa, expõe e entrevista, revisando e aperfeiçoando seus conhecimentos iniciais para o aprimoramento progressivo, podendo ajudar a desenvolver essas habilidades.Pois sabemos que precisamos desequilibrar as idéias preconcebidas( sentido piageano), para que o aluno sinta-se¨incomodado¨e comece a ter dúvidas sobre essas idéias, para que possa refletir sobre as mesmas e assim reconstuí-las.
Quando pensei na Arquitetura Pedagógica para o estágio,resolvi optar por um PA, pois gosto de instigar os alunos a pensar, perguntar, expor suas dúvidas, certezas e opiniões, pois acredito que as perguntas são o resultado natural da curiosidade e nos levam a novos conhecimentos, a novas compreensões, a tomada de consciência do que sabemos e estimulam a investigação, pois geram observação, interpretação das respostas, desenvolve o estudo e leva-se a investigar o que se conhece. Sendo assim desafiam o aluno a comprometerem-se com a pesquisa das idéias, na aplicação dos processos intelectuais em problemas de interesse pessoal ou social envolvendo-os com a realidade, agrupando-os por interesses semelhantes, colocando-os em um papel ativo, pesquisador, onde observa, expõe e entrevista, revisando e aperfeiçoando seus conhecimentos iniciais para o aprimoramento progressivo, podendo ajudar a desenvolver essas habilidades.Pois sabemos que precisamos desequilibrar as idéias preconcebidas( sentido piageano), para que o aluno sinta-se¨incomodado¨e comece a ter dúvidas sobre essas idéias, para que possa refletir sobre as mesmas e assim reconstuí-las.
Tuesday, April 06, 2010
A turma!
Que Turma!!
Ao visitar a turma em que farei estágio,um 3º ano, a professora titular me apresentou e comecei a conversar com os alunos, após me inteirar dos conteúdos do trimestre, comecei a perguntar sobre eles, o que gostavam, como era a vida deles, foi um alvoroço só, todos querendo contar, opinar, ao mesmo tempo, mas depois de se acalmarem e ¨ tudo voltar ao normal¨, com cada um falando na sua vez, descobri uma riqueza de informações, curiosidades e sede de saberes.
Eles tem tanta curiosidade que bastou perguntar o que eles gostariam de aprender ou saber mais, que encheu o quadro giz. Prometi voltar e analizarmos sobre o que eles gostariam de pesquisar, se aprofundar e aprender mais e o já sabiam sobre o assunto do qual a maioria escolheu.
Que será o ponto de partida da Arquitetura Pedagógica.
Monday, March 29, 2010
Estágio
Consequência
Na primeira aula presencial do semestre as professoras falaram sobre o estágio, como seria, esclareceram nossas dúvidas, e nos encorajaram, saí de lá tranquila,mas quando cheguei na escola uma colega, que foi durante alguns anos minha paralela de série, me perguntou sobre o mesmo, respondi que seria estruturado em uma arquitetura pedagógica, perguntou o que era isso, confidenciei-lhe que começava a me preocupar, expliquei o que era, para minha surpresa, ela riu e disse: tu tira de letra,pois é assim que tu trabalha, lembra quando trabalhavamos juntas e quanta coisa tu me orientava.
Bem então porque eu estava preocupada?
Veio a resposta:
Vou ser supervisionada, mas tudo bem ,as professoras são ótimas, sempre nos ajudaram, neste momento fui remetida para minha primeira série ,quando tive que fazer um teste de leitua diante da professora e da turma,
mesmo sabendo não consegui ler direito,pois tinha dificuldade de pronúnciar certas palavras, trocando letras, consequência: fiquei de castigo a manhã inteira.
Conclusão: nós professores temos uma grande responsabilidade para com nossos alunos,pois podemos traumatizá-los, com certas atitudes ou falas, pelo resto de suas vidas.
Por isso temos o dever de tomar cuidado com a maneira como dizemos e como agimos.
Na primeira aula presencial do semestre as professoras falaram sobre o estágio, como seria, esclareceram nossas dúvidas, e nos encorajaram, saí de lá tranquila,mas quando cheguei na escola uma colega, que foi durante alguns anos minha paralela de série, me perguntou sobre o mesmo, respondi que seria estruturado em uma arquitetura pedagógica, perguntou o que era isso, confidenciei-lhe que começava a me preocupar, expliquei o que era, para minha surpresa, ela riu e disse: tu tira de letra,pois é assim que tu trabalha, lembra quando trabalhavamos juntas e quanta coisa tu me orientava.
Bem então porque eu estava preocupada?
Veio a resposta:
Vou ser supervisionada, mas tudo bem ,as professoras são ótimas, sempre nos ajudaram, neste momento fui remetida para minha primeira série ,quando tive que fazer um teste de leitua diante da professora e da turma,
mesmo sabendo não consegui ler direito,pois tinha dificuldade de pronúnciar certas palavras, trocando letras, consequência: fiquei de castigo a manhã inteira.
Conclusão: nós professores temos uma grande responsabilidade para com nossos alunos,pois podemos traumatizá-los, com certas atitudes ou falas, pelo resto de suas vidas.
Por isso temos o dever de tomar cuidado com a maneira como dizemos e como agimos.
Sunday, March 28, 2010
Recomeço
Começando com o pé direito
Começando o ano com o pé direito, foi oferecido aos professores, antes do início do ano letivo,uma palestra com o professor Ms.Max G. Haetinger, pela SMED, na sede do Clube União.
Nem preciso dizer que foi o máximo, o professor Max sabe como prender a atenção da platéia, pois o tema também foi muito interessante ¨A diferença, a criatividade e a originalidade. Como valorizar o professor que inova?¨.
Encontrei na fala do professor Max tudo aquilo que estamos estudando e ouvindo de nossos mestres do PEAD nesses oitos semestres, pois segundo ele a aula tem que ter forma, não adianta só conteúdo, pois um educador que inova deve ser um mestre (ensinar pelo exemplo) um artista,(criativo) um comediante ( tornar a aula prazerosa,alegre, descontrída),um técnico (ter conhecimento profundo do conteúdo), um motivador (estar motivado, motivar), um psicologo (entender sobre a psicologia do comportamento humano), um idealista (ter um sonho ,um ideal,buscar, conquistar), enfim um maluco( evoluir, realizar, amar, ter boas idéias e ousar),atuar em rede, em conjunto, conversar,trocar de uma forma única e criativa, trabalhar com o que o aluno já possui e ampliar esses conhecimentos, aproximando o conhecimento da realidade , focando a ação , pois o aprendizado é o conhecimento em ação.
Nem preciso dizer que foi o máximo, o professor Max sabe como prender a atenção da platéia, pois o tema também foi muito interessante ¨A diferença, a criatividade e a originalidade. Como valorizar o professor que inova?¨.
Encontrei na fala do professor Max tudo aquilo que estamos estudando e ouvindo de nossos mestres do PEAD nesses oitos semestres, pois segundo ele a aula tem que ter forma, não adianta só conteúdo, pois um educador que inova deve ser um mestre (ensinar pelo exemplo) um artista,(criativo) um comediante ( tornar a aula prazerosa,alegre, descontrída),um técnico (ter conhecimento profundo do conteúdo), um motivador (estar motivado, motivar), um psicologo (entender sobre a psicologia do comportamento humano), um idealista (ter um sonho ,um ideal,buscar, conquistar), enfim um maluco( evoluir, realizar, amar, ter boas idéias e ousar),atuar em rede, em conjunto, conversar,trocar de uma forma única e criativa, trabalhar com o que o aluno já possui e ampliar esses conhecimentos, aproximando o conhecimento da realidade , focando a ação , pois o aprendizado é o conhecimento em ação.
Sunday, November 29, 2009
Análise
Comunicação
Na idade média os surdos eram considerados sujeitos estranhos e objeto de curiosidade da sociedade, eram proibidos de receberem a comunhão e existia leis que proibiam de receber heranças,votar e usufluir dos direitos como cidadãos.
Na idade moderna surgiram alguns autores que defenderam alguns direitos e até escreveram livros que ilustravam o alfabeto da época, foram Pedro Ponce de Leon Fray de Melchor Yebra entre outros.
Na idade contemporânea Abade Charles conheceu duas irmãs surdas que se comunicavam por sinais, manteve contato com todos os surdos e procurou aprender a língua deles, ou seja, a língua de sinais, fundou a primeira escola pública para surdos. Depois deles vieram outros que se preocuparam com os surdos e de como inclí-los na sociedade como cidadãos normais,mas infelizmente a luta dessa comunidade não terminou, se estende até hoje, para que sejam reconhecida a sua lingua de sinais como a lingua portuguesa, a inglesa, a alemã, etc.
Eu acho que as pessoas surdas são mais observadoras que a maioria das que ouvem, talvez porque no mundo delas não haja som, e isso desperta o senso de observação. No mais são pessoas tão normais quanto qualquer outra, com suas carências, sonhos e anseios, mas que precisam ser reconhecidas pelos seus talentos e o mundo ser mais adequado as condições delas, por exemplo ser obrigatório no curriculo estudar a lingua de sinais, para as crianças é bem mais fácil aprender e sabemos que elas aprendem entre si com mais facilidade, pois embora tenhamos várias maneiras de nos comunicar a lingua seja ela qual for exerce um entendimento e uma comunicação entreas pessoas.
Na idade média os surdos eram considerados sujeitos estranhos e objeto de curiosidade da sociedade, eram proibidos de receberem a comunhão e existia leis que proibiam de receber heranças,votar e usufluir dos direitos como cidadãos.
Na idade moderna surgiram alguns autores que defenderam alguns direitos e até escreveram livros que ilustravam o alfabeto da época, foram Pedro Ponce de Leon Fray de Melchor Yebra entre outros.
Na idade contemporânea Abade Charles conheceu duas irmãs surdas que se comunicavam por sinais, manteve contato com todos os surdos e procurou aprender a língua deles, ou seja, a língua de sinais, fundou a primeira escola pública para surdos. Depois deles vieram outros que se preocuparam com os surdos e de como inclí-los na sociedade como cidadãos normais,mas infelizmente a luta dessa comunidade não terminou, se estende até hoje, para que sejam reconhecida a sua lingua de sinais como a lingua portuguesa, a inglesa, a alemã, etc.
Eu acho que as pessoas surdas são mais observadoras que a maioria das que ouvem, talvez porque no mundo delas não haja som, e isso desperta o senso de observação. No mais são pessoas tão normais quanto qualquer outra, com suas carências, sonhos e anseios, mas que precisam ser reconhecidas pelos seus talentos e o mundo ser mais adequado as condições delas, por exemplo ser obrigatório no curriculo estudar a lingua de sinais, para as crianças é bem mais fácil aprender e sabemos que elas aprendem entre si com mais facilidade, pois embora tenhamos várias maneiras de nos comunicar a lingua seja ela qual for exerce um entendimento e uma comunicação entreas pessoas.
Monday, November 02, 2009
Aprendendo no EJA
EJA
Uma atividade da disciplina do EJA, era fazermos uma entrevista com uma(o) educadora(o) do mesmo.
Nunca tinha tido contato com esse tipo de docência e seus alunos.
Foi muito interessante , observei uma turma de 5ª série, onde havia dois alunos jovens de 17 e 18 anos e duas alunas com mais de 50 anos, sendo esses os mais velhos e os mais novos, observei que a linguagem é bem diferente em um mesmo contexto, enquanto os mais velhos possuem uma linguagem formal, seus assuntos giram em torno das experiências de vida, estão ali para aprender, perguntam sobre tudo, querem entender a fundo,se preocupam ,pois o raciocínio é mais lento, não faltam as aulas, os jovens possuem uma linguagem repleta de gírias, seus assuntos giram em torno do presente, se contentam em aprender o necessário para passarem de ano,embora seu raciocínio seja rápido e ativo.
Percebo que o desafio do educador do EJA seja conciliar essas duas realidades dentro da sala de aula, de modo que o adulto aprenda mesmo com suas limitações e o jovem permaneça em sala de aula, mas ao meu ver o principal desafio seria integrar essas duas realidades de modo que uma aprendesse com a outra. Seria possível?
Uma atividade da disciplina do EJA, era fazermos uma entrevista com uma(o) educadora(o) do mesmo.
Nunca tinha tido contato com esse tipo de docência e seus alunos.
Foi muito interessante , observei uma turma de 5ª série, onde havia dois alunos jovens de 17 e 18 anos e duas alunas com mais de 50 anos, sendo esses os mais velhos e os mais novos, observei que a linguagem é bem diferente em um mesmo contexto, enquanto os mais velhos possuem uma linguagem formal, seus assuntos giram em torno das experiências de vida, estão ali para aprender, perguntam sobre tudo, querem entender a fundo,se preocupam ,pois o raciocínio é mais lento, não faltam as aulas, os jovens possuem uma linguagem repleta de gírias, seus assuntos giram em torno do presente, se contentam em aprender o necessário para passarem de ano,embora seu raciocínio seja rápido e ativo.
Percebo que o desafio do educador do EJA seja conciliar essas duas realidades dentro da sala de aula, de modo que o adulto aprenda mesmo com suas limitações e o jovem permaneça em sala de aula, mas ao meu ver o principal desafio seria integrar essas duas realidades de modo que uma aprendesse com a outra. Seria possível?
Friday, October 23, 2009
Oi Simone
Respondendo a tua pergunta" Como realiza as avaliações dos teus alunos?"
Geralmente fazemos um debate , tipo fórum, onde um começa comentando o que entendeu da nossa interação a respeito do assunto discutido, e outros vão contribuindo com apartes, ou completando,mas tem os que ainda pedem mais esclerecimento para o colega e levantam questionamentos. Às vezes vamos escrevendo no queadro giz com o nome de cada aluno no respectivel comentário,peço que eles leiam e tentem produzir um texto uniforme com coerência e sequência.Em outra ocasião fizemos um debate, onde os alunos perguntam e expõem suas opiniões sobre o assunto, divididos em dois grupos, um aluno de cada grupo pergunta para um aluno do outro grupo que queira responder,deixando outro comentário no ar para que possamos dar continuidade ao debate, ou ainda peço que cada um escreva com suas palavras o que entenderam do que foi debatido.
Respondendo a tua pergunta" Como realiza as avaliações dos teus alunos?"
Geralmente fazemos um debate , tipo fórum, onde um começa comentando o que entendeu da nossa interação a respeito do assunto discutido, e outros vão contribuindo com apartes, ou completando,mas tem os que ainda pedem mais esclerecimento para o colega e levantam questionamentos. Às vezes vamos escrevendo no queadro giz com o nome de cada aluno no respectivel comentário,peço que eles leiam e tentem produzir um texto uniforme com coerência e sequência.Em outra ocasião fizemos um debate, onde os alunos perguntam e expõem suas opiniões sobre o assunto, divididos em dois grupos, um aluno de cada grupo pergunta para um aluno do outro grupo que queira responder,deixando outro comentário no ar para que possamos dar continuidade ao debate, ou ainda peço que cada um escreva com suas palavras o que entenderam do que foi debatido.
Tuesday, October 20, 2009
Entendendo Nossos Alunos
Para que o professor perceba os significados das revelações dos alunos,
não basta escutá-los ou observá-los,
mais do que responder a eles é preciso falar com eles;
mais do que corrigir as tarefas,
sentir quem as fez e como elas foram feitas;
mais do que aceitar o silêncio de alguns alunos,
captar seu significado.
Enfim analisar e interpretar os
diferentes tipos de manifestações dos alunos.
O objetivo é saber quem são,
como estão e o que eles podem.
Somente assim conseguiremos ensinar a
matemática, nos livrando das crenças,
preconceitos e outros problemas.
(LORENZATO.2006, p.16)
Para que o professor perceba os significados das revelações dos alunos,
não basta escutá-los ou observá-los,
mais do que responder a eles é preciso falar com eles;
mais do que corrigir as tarefas,
sentir quem as fez e como elas foram feitas;
mais do que aceitar o silêncio de alguns alunos,
captar seu significado.
Enfim analisar e interpretar os
diferentes tipos de manifestações dos alunos.
O objetivo é saber quem são,
como estão e o que eles podem.
Somente assim conseguiremos ensinar a
matemática, nos livrando das crenças,
preconceitos e outros problemas.
(LORENZATO.2006, p.16)
Tuesday, October 13, 2009
ALFABETIZAÇÃO
Adultos que retomam à escola com forte motivação,buscam uma significação social para suas competências, articulando conhecimentos, habilidades e valores, desejam encontrar educadores com uma prática voltada para esses interesses e suas necessidades, tendo em vista sua leitura de mundo suas experiências de vida.
Por isso esses educandos precisam se qualificar, construindo projetos pedagógicos que considerem modelos apropriados a essas características, tornando-os sujeitos críticos da educação.
Essa caminhada já começou,pois segundo Parecer/CEB 15/98: “Uma destas diversidades se expressa nos horários em que a EJA é oferecido, especialmente noturno. A flexibilidade curricular deve significar um momento de aproveitamento das experiências diversas que estes alunos trazem consigo como, por exemplo, os modos pelos quais eles trabalham seus tempos e seu cotidiano”.
A EJA está fundamentada na LDBEN n. 9 394 de 20 de dezembro de 1996, artigos 37 e 38 que lhe conferem a dignidade própria com maior amplitude. Além de assegurar a oferta de oportunidade escolar aos jovens e adultos, fora da idade prioritária prevista em lei, estabelece a necessidade de uma abordagem pedagógica diferenciada da que normalmente é aplicada no trabalho com crianças, incluindo conteúdos, metodologias, tipologias organizacionais e sistemáticas de avaliação.
Histórias
JOGO DE CONTAR
Lendo o texto da disciplina de Educação e Linguagem sobre narrativas infantis de crianças de 3 a 6 anos , esclareceu-me sobre várias aspectos, como e o que as crianças contam, como incentivá-las e ajudá-las nos recursos que elas utilizam na narrativa,( geralmente só escutamos para ver até onde vai essa imaginação) para que aprendam a expressarem-se melhor, como? Perguntando o que o que aconteceu com o personagem da história, se o personagem era ele ou não , como era o seu nome,etc.
Essa co-construção é o chamado Jogo de Contar, pois a criança mistura diversos elementos em suas narrativas, elementos de filme, experiências de vida e imaginação.Embora ela tenha muito claro o que é do plano de experiência diária cotidiana e o que está no plano da imaginação,mesmo confundindo-os na narrativa.
O pensamento infantil e o faz de conta é a maneira de a criança apreender o mundo e elaborar os sentimentos característicos marcantes nesta faixa etária.
Lendo o texto da disciplina de Educação e Linguagem sobre narrativas infantis de crianças de 3 a 6 anos , esclareceu-me sobre várias aspectos, como e o que as crianças contam, como incentivá-las e ajudá-las nos recursos que elas utilizam na narrativa,( geralmente só escutamos para ver até onde vai essa imaginação) para que aprendam a expressarem-se melhor, como? Perguntando o que o que aconteceu com o personagem da história, se o personagem era ele ou não , como era o seu nome,etc.
Essa co-construção é o chamado Jogo de Contar, pois a criança mistura diversos elementos em suas narrativas, elementos de filme, experiências de vida e imaginação.Embora ela tenha muito claro o que é do plano de experiência diária cotidiana e o que está no plano da imaginação,mesmo confundindo-os na narrativa.
O pensamento infantil e o faz de conta é a maneira de a criança apreender o mundo e elaborar os sentimentos característicos marcantes nesta faixa etária.
Saturday, October 10, 2009
Oi Simone!
Respondendo novamente:
Me pergunto isso quando estou falando com eles, e como disse falo muito e interajo,tanto que muitas vezes começo em um assunto e terminamos em outro, uma coisa puxa a outra,neste momento é que me pergunto se aprenderam ou compreenderam o início,pois querendo ou não ainda estamos um pouco presas a listagem de conteúdos a seguir, uma mudança completa leva tempo,e é aos poucos, mas quando voltamos ao ponto de partida verifico através do diálogo e do questionamento que assimilaram, tanto que usam exemplos do cotidiano deles.
Por exmplo quando estavamos estudando em história as grandes navegações as descobertas de terrras e a posse pelos descobridores,relacionaram a posse pelos terrenos invadidos hoje, que acontece às vezes na comunidade deles,(uso capião) citando vários exemplos. Das descoberta de terras do passado acabamos estudando uso capião do presente.
Respondendo novamente:
Me pergunto isso quando estou falando com eles, e como disse falo muito e interajo,tanto que muitas vezes começo em um assunto e terminamos em outro, uma coisa puxa a outra,neste momento é que me pergunto se aprenderam ou compreenderam o início,pois querendo ou não ainda estamos um pouco presas a listagem de conteúdos a seguir, uma mudança completa leva tempo,e é aos poucos, mas quando voltamos ao ponto de partida verifico através do diálogo e do questionamento que assimilaram, tanto que usam exemplos do cotidiano deles.
Por exmplo quando estavamos estudando em história as grandes navegações as descobertas de terrras e a posse pelos descobridores,relacionaram a posse pelos terrenos invadidos hoje, que acontece às vezes na comunidade deles,(uso capião) citando vários exemplos. Das descoberta de terras do passado acabamos estudando uso capião do presente.
Friday, October 09, 2009
Escola Nova
Escola Nova ou revolução pedagógica , foi um movimento educacional que uniu educadores de vários pontos e continentes, na virada do século XIX para o XX.
Entre seus principais fundadores se destacam John Dewey, Ovide Decroly, Maria Montessori e Clélestin Freinet, apesar de terem percorridos caminhos diferenciados, esses educadores contemporâneos tinham alguns pontos em comum, entre eles à crítica ao tradicional, a conteúdos preestabelecidos, dissociados da realidade do aluno, lições como centro da rotina escolar, apoiavam novas formas de organização de ensino a utilização do método científico, valorizando a observação,hipótese, verificação e conclusão.
Me identifico com algumas idéias de cada um deles, pois posso constatá-las na minha prática, vou começar por John Dewey, que defendia a necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos, de prepará-los para a realidade, serem questionadores, problematizadores, tendo como principal objetivo educar a criança como um todo, estimulando-a a pensar por si mesma, defendia a democracia tanto institucional como escolar, segundo ele: "O professor que desperta entusiasmo em seus alunos conseguiu algo que nenhuma soma de métodos sistematizados por mais corretos que sejam pode obter".
Concordo plenamente com esse autor,pois por experiência própria de sala de aula, verifico que quando planejo à partir dos interesses deles há muito mais aprendizagem, seguindo os conteúdos,mas construo com eles os conceitos com base no que eles já sabem e indo em busca do que ainda não sabem, orientando-os e incentivando-os a buscarem sempre as respostas para sanar as suas dúvidas, esse trabalho tem muito mais retorno,mais envolvimento e conseqüentemente mais aprendizagem que se dá quando compartilhamos experiências,pois a educação é uma constante reconstrução.
Sunday, September 27, 2009
RESPONDENDO
Respondendo ao comentário da professora Bea, devo dizer que procuro planejar sempre com um pé na necessidade de aprender e curiosidade dos meus alunos e outro nos conteúdos da série em que leciono.Pergunto sempre o que gostariam de saber,quais as suas dúvidas e procuro inserir no conteúdo que tenho que desenvolver com eles.
Às vezes me pergunto se eles realmente estão aprendendo, pois minhas aulas têm muitas brincadeiras e falo(demais) relacionando a curiosidade deles, com o conteúdo e o que aconteceu no passado e se reflete ainda hoje, que uma coisa sempre é consequencia de outra. .Então quando a dúvida bate,pois ainda estamos atreladas em mostrar conteúdos por escrito, pergunto algo no ar para eles,tipo:" O que quer disser isso....mesmo?" e vem uma enxurrada de explicações, comparações e exemplos, muitos desses das próprias cabecinhas,mas coerentes,então digo para eles, que eles são DEMAIS!!!!!
COMUNICAÇÃO
Oi, pesquisando na Internet achei essa reportagem bem interessante:
Computador espanhol interpretará línguagem de sinais
14/09/2009 15:18
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri criaram na Espanha o primeiro programa de computador capaz de ler e interpretar a linguagem de sinais usada por deficientes auditivos.
O programa passará por uma bateria de testes nesta semana e provavelmente será finalizado já na próxima segunda-feira, 21 de setembro.
De acordo com os pesquisadores, a criação do programa é um grande passo para eliminação das barreiras de comunicação encontradas pelos deficientes auditivos.
Seu funcionamento ocorre em três etapas: reconhecimento de voz, tradução das palavras para a linguagem de sinais e a reprodução dos sinais para o deficiente.
O funcionamento do programa ocorre em três etapas
Interface do programa demonstrado por um dos pesquisadores
Oi, pesquisando na Internet achei essa reportagem bem interessante:
Computador espanhol interpretará línguagem de sinais
14/09/2009 15:18
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri criaram na Espanha o primeiro programa de computador capaz de ler e interpretar a linguagem de sinais usada por deficientes auditivos.
O programa passará por uma bateria de testes nesta semana e provavelmente será finalizado já na próxima segunda-feira, 21 de setembro.
De acordo com os pesquisadores, a criação do programa é um grande passo para eliminação das barreiras de comunicação encontradas pelos deficientes auditivos.
Seu funcionamento ocorre em três etapas: reconhecimento de voz, tradução das palavras para a linguagem de sinais e a reprodução dos sinais para o deficiente.
O funcionamento do programa ocorre em três etapas
Interface do programa demonstrado por um dos pesquisadores
Monday, September 21, 2009
Letramento
Lendo o texto da disciplina Linguagem e Educação de Angela B. Kleiman, "Conceito de letramento e suas implicações para alfabetização", deparei-me com um trecho que me chamou atenção e me fez refletir,
"Determinar o que seja um texto significativo para a comunidade implica,por sua vez, partir da bagagem cultural diversificada dos alunos, que, antes de entrarem na escola, já são participantes de atividades corriqueiras de grupos sociais que, central ou perifericamente, com diferentes modos de participação mais ou menos autônomos, mais ou menos diversificados, mais ou menos,prestigiados), já pertencem a uma cultura letrada."
Pois muitas vezes temos que seguir os tais de conteúdos mínimos estabelecidos para o currículo definido para todas turmas, de acordo com os parâmetros supostamente representativos.
Costumo ouvir meus alunos e planejar de acordo com seus interesses,mas infelizmente a escola ainda separa o letramento social do escolar,está presa ainda a conceitos ultrapassados, não valorizando a bagagem que o aluno traz, do mundo e de seu meio, de quanto pode nos ensinar também.
Isso está mudando,embora as escolas ainda não estejam preparadas,mas alguns profissionais estão lutando, mesmo não sendo fácil, pois encontramos obstáculos,como o que aconteceu em uma aula do laboratório de Informática da minha escola com a minha turma de 4 ª série, em uma discussão em sala de aula, veio a curiosidade da descendência deles,pois questionaram as diferenças entre eles, sendo todos brasileiros, conversas, esclarecimentos, dúvidas e certezas vieram à tona, perguntando como gostariam de resolver a questão. sugeriram pesquisar no laboratório de informática os imigrantes,pois possuíam um conhecimento prévio de suas descendências.
Ao chegar no laboratório e informar a professora do que queríamos, fomos surpreendidos com o seguinte comentário:
- Mas isso não é conteúdo deste trimestre,é do 3º trimestre.
Respondi:
-Não tem importância, eles querem saber agora.
A professora respondeu:
- Diz que depois eles vão aprender.
Não preciso relatar que insistimos até conseguirmos o que queríamos.
Mas muitas vezes podamos os nossos alunos com essas atitudes, de que não é hora, a hora é a hora que eles desejam aprender, por isso não vamos mais nos preocupar de ante mão com o planejar, este vai fluir naturalmente de acordo com as necessidades de aprender dos mais interessados,os alunos, e vamos estar lá para orientá-los nesta caminhada.
Lendo o texto da disciplina Linguagem e Educação de Angela B. Kleiman, "Conceito de letramento e suas implicações para alfabetização", deparei-me com um trecho que me chamou atenção e me fez refletir,
"Determinar o que seja um texto significativo para a comunidade implica,por sua vez, partir da bagagem cultural diversificada dos alunos, que, antes de entrarem na escola, já são participantes de atividades corriqueiras de grupos sociais que, central ou perifericamente, com diferentes modos de participação mais ou menos autônomos, mais ou menos diversificados, mais ou menos,prestigiados), já pertencem a uma cultura letrada."
Pois muitas vezes temos que seguir os tais de conteúdos mínimos estabelecidos para o currículo definido para todas turmas, de acordo com os parâmetros supostamente representativos.
Costumo ouvir meus alunos e planejar de acordo com seus interesses,mas infelizmente a escola ainda separa o letramento social do escolar,está presa ainda a conceitos ultrapassados, não valorizando a bagagem que o aluno traz, do mundo e de seu meio, de quanto pode nos ensinar também.
Isso está mudando,embora as escolas ainda não estejam preparadas,mas alguns profissionais estão lutando, mesmo não sendo fácil, pois encontramos obstáculos,como o que aconteceu em uma aula do laboratório de Informática da minha escola com a minha turma de 4 ª série, em uma discussão em sala de aula, veio a curiosidade da descendência deles,pois questionaram as diferenças entre eles, sendo todos brasileiros, conversas, esclarecimentos, dúvidas e certezas vieram à tona, perguntando como gostariam de resolver a questão. sugeriram pesquisar no laboratório de informática os imigrantes,pois possuíam um conhecimento prévio de suas descendências.
Ao chegar no laboratório e informar a professora do que queríamos, fomos surpreendidos com o seguinte comentário:
- Mas isso não é conteúdo deste trimestre,é do 3º trimestre.
Respondi:
-Não tem importância, eles querem saber agora.
A professora respondeu:
- Diz que depois eles vão aprender.
Não preciso relatar que insistimos até conseguirmos o que queríamos.
Mas muitas vezes podamos os nossos alunos com essas atitudes, de que não é hora, a hora é a hora que eles desejam aprender, por isso não vamos mais nos preocupar de ante mão com o planejar, este vai fluir naturalmente de acordo com as necessidades de aprender dos mais interessados,os alunos, e vamos estar lá para orientá-los nesta caminhada.
Saturday, September 19, 2009
Planejamento
Planejar
Nos perguntamos o que planejar? Ou como planejar?Isso desde os tempos mais remotos da Educação.
Esse processo é muito importante, pois estamos lidando com sujeitos que trazem uma leitura de mundo e experiências de vida, sejam crianças ou adultos.
Segundo o texto da autora "Planejamento : em busca de caminhos" de Maria Bernadette Castro Rodrigues, onde relata seu descontentamento e preocupação frente ao descaso das estagiárias de sua escola (no início dos anos 80) com relação aos planejamentos de ensino que elaboravam, pareceu-me estar vivenciando o meu próprio estágio, pois naquela época não entendia o planejar como hoje.
Hoje percebo que o planejamento não é uma coisa estática, que o professor não é mais um mero transmissor de conhecimentos e que os alunos não aprendem somente memorizando ou decorando, mas tem que aprender a sentir, perceber, compreender, raciocinar , discutir,criar, e isso não se aplica só ao aluno,mas principalmente ao professor que deve se apropriar do papel de investigador, para melhor conhecer o seu aluno e assim poder planejar tendo como foco este, sua vida e o contexto em que ambos estão inseridos.
Monday, September 07, 2009
Quem foi Comênio?
Com certeza um homem a frente de seu tempo, já que era do séulo 17, mas com idéias que até hoje estamos utilizando e tentando aprimorar.
Pois possuía um movimento de pensamento que ia do velho ao novo, do religioso ao leigo, do pequeno ao grande e do ensino a educação, numa evolução gradadiva, não linear, que marcou na história o momento da passagem de um para o outro, trazendo uma nova forma de ensinar, que até hoje nos apropriamos dela.
Foi considerado o pai da dfidátia, publicou 150 trabalhos e livros, inclusive o primeiro de pedagogia com ilustrações, para facilitar a compreenção do que estava escrito, pois quando a criança visualiza fica mais fácil a aprendizagem.
Faço aqui uma comparação com os dias de hoje e com a minha prática pedagógica, por ter me identificado muito com ele:
Para ele o aluno era considerado de supra importância;
Temos que reconhecer que o aluno trás uma rica bagagem, e não é um deposito de conteúdos do professor.
Tinha que ser respeitado por sua capacidade de compreenção;
Cada criança é única, com seu tempo para aprender e entender, temos que respeitar o limite de cada um.
As aulas deveriam ser leves, partindo dos pontos fáceis para os mais difíceis.
Temos que partir do conhecimento prévio dos alunos, de algo concreto para elas.
Motivava os alunos, para que uns enssinassem os outros.
Trabalho em grupos, onde a troca torna-se rica e produtiva.
As aulas deveriam ter intervalos com brincadeiras, músicas, etc.
Faço aulas diversificadas, com músicas, brincadeiras e teatro, sempre relacionando com os conteúdos.
Usava a experiências dos alunos, apartir dos sentidos, da observação de coisas do próprio meio , abstratas, para que aprendam a partir das próprias observações.
Uso isso, pois aredito e comprovei que aprendem mais, se desenvolvem, criam uma percebção do mundo em sua volta que de outra maneira não conseguiriam.
Ao meu ver Comênio já naquela época era um professor mediador, como muitos de hoje em dia, deixou-nos uma riquissima bagagem de suas experiências e convicções.
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