Conclusão do Estágio
Sempre aprendemos com as mudanças, digo isso, porque durante os últimos anos lecionei para as 4ª séries, e no estágio resolvi pegar uma turma de 3º Ano, os pequenos, pois as 4ª séries são mais independentes, já possuem certa autonomia.
Com os pequenos foi bem diferente, tinha que começar ajudando-os a construir a sua autonomia, ensinar a serem pesquisadores, a buscar a informação que satisfaria a suas curiosidades, a refletir e concluir, a defender suas idéias com coerência.
Não foi muito fácil, mas foi muito gratificante perceber e analisar de como eram e de como em poucas semanas já estavam diferentes, mais seguros, mais críticos, analíticos e ponderados, desenvolvendo suas habilidades, tanto cognitivamente quanto no comportamento, inteirando-se da tecnologia, descobrindo novas maneiras de usá-las e se entusiasmando com isso, trabalhando em grupo respeitando e contribuindo com os colegas.
Como disse sempre aprendemos com as mudanças, com os erros, nem tudo deu certo no estágio,mas aprendi muito com eles a respeitar cada vez mais as diferenças, mas que também essas diferenças podem diminuir no caso do interesse, participação, atenção, estimulo e até cognitivamente, pois percebi que alunos dispersos ou acomodados, digamos assim, com pouco interesse, mudam quando a aula é dinâmica, interessante e quando são desafiados , estimulados demonstram seu potencial, rendem muito mais , participam e nos surpreendem.
Concluindo, nós professores temos em nossas mãos pedras preciosas de certo modo ainda brutas, a serem lapidadas, depende de nós uma lapidação de boa ou de má qualidade.
Sunday, June 27, 2010
Sunday, June 20, 2010
Analisando
Relendo a minha postagem anterior e os comentários da tutora Maura,voltei a refletir.
Aprendi que é possível uma educação com qualidade construída junto com os alunos, que eles são capazes de construir o próprio conhecimento, que embora tenham suas dificuldades e estejam acostumados a outros métodos, podem nos surpreender,pois estão abertos e ansiosos para mudanças e se adaptam muito bem quando elas vem de encontro a curiosidades deles, quando participam, constroem e são senhores de suas descobertas.
Isso vem provar para nós professores que cada vez mais temos que assumir o papel de mediadores, facilitadores e não daquele professor que só transmite conhecimento, rígido,autotitário.
Como dizia Paulo Freire," mudar é difícil,mas não impossível.
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam-se entre si mediatizados pelo mundo.
Não há saberes mais ou menos,há saberes diferentes."
Por isso acredito que é possível mudar e acredito muito no trabalho em grupo,pois assim aprendem a construir o conhecimento juntos, com a leitura de mundo de cada um, socializando e aprendendo a se respeitar.Estimulo a curiosidade deles,para que possam ter opinião própria, e tornarem-se futuros pesquisadores e não decoradores de teorias.E neste mundo moderno em constante transformação, a introdução da tecnologia e informação no ambiente escolar vem auxiliar o aprendizado para essa metodologia inovadora.
Relendo a minha postagem anterior e os comentários da tutora Maura,voltei a refletir.
Aprendi que é possível uma educação com qualidade construída junto com os alunos, que eles são capazes de construir o próprio conhecimento, que embora tenham suas dificuldades e estejam acostumados a outros métodos, podem nos surpreender,pois estão abertos e ansiosos para mudanças e se adaptam muito bem quando elas vem de encontro a curiosidades deles, quando participam, constroem e são senhores de suas descobertas.
Isso vem provar para nós professores que cada vez mais temos que assumir o papel de mediadores, facilitadores e não daquele professor que só transmite conhecimento, rígido,autotitário.
Como dizia Paulo Freire," mudar é difícil,mas não impossível.
Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam-se entre si mediatizados pelo mundo.
Não há saberes mais ou menos,há saberes diferentes."
Por isso acredito que é possível mudar e acredito muito no trabalho em grupo,pois assim aprendem a construir o conhecimento juntos, com a leitura de mundo de cada um, socializando e aprendendo a se respeitar.Estimulo a curiosidade deles,para que possam ter opinião própria, e tornarem-se futuros pesquisadores e não decoradores de teorias.E neste mundo moderno em constante transformação, a introdução da tecnologia e informação no ambiente escolar vem auxiliar o aprendizado para essa metodologia inovadora.
Tuesday, June 15, 2010
Ensinando se aprende
Agora no final do estágio percebo como foi bom ter escolhido uma turma que não era minha, pois ao longo do curso, fui mudando aos poucos a minha metodologia educacional, com o que aprendia na teoria passando para a prática, e constatando na prática o que vinha aprendendo com a teoria.
Mas como sempre apliquei com a minha turma desde o começo do ano, acontecia naturalmente, notava mudanças,claro,mas como tudo fazia parte do novo método que estava aprendendo, como um olhar mais atento sobre o aluno, oferecer meios para que ele aprendesse a buscar por si mesmo, assim construindo o seu próprio conhecimento, tornando-se um aluno mais crítico, autônomo, usando a tecnologia como uma aliada nesse processo, tudo fluía naturalmente com resultados significativos, que fazia a diferença.
Mas no estágio devido a algumas mudanças, não tinha turma e acabei escolhendo uma turma de 3º ano, além de não ser minha turma desde o inicio do ano e pegar digamos assim “o barco andando”. É uma turma com outro método de aprendizagens, no começo não foi fácil, pois em pouco tempo tinha que mudar a maneira em que estavam acostumados e fazer com que se adaptassem ao meu método. Foi aí que percebi a minha mudança desses quatros anos de curso, e como fez a diferença, percebi que o que aconteceu aos poucos e naturalmente já faz parte de mim, pois quando me deparei com os resultados, embora em pouco tempo, desses alunos, desde o começo do estágio até agora, a mudança, a evolução e o amadurecimento desses alunos tornando-os mais autônomos, aprendendo a analisar, concluir e refletir construindo o próprio conhecimento, percebi o meu amadurecimento, a minha mudança e a diferença que o curso fez na minha vida, tanto profissional quanto pessoal.
Houve mudanças sim, para melhor, ensinei, mas principalmente aprendi muito com eles.
Friday, June 04, 2010
Aprendizagens
Mais uma vez constatamos que o mais importante é qualidade e não a quantidade, embora essa semana tenha sido curta com apenas três dias, foi surpreendente e muito rica em aprendizagens.
Mesmo tendo fugido um pouco do planejamento, pois segundo nosso calendário escolar tínhamos uma gincana sobre o meio ambiente, uma das tarefas era criar um poema sobre o tema, como em uma aula anterior eles tinham aprendido sobre acróstico e adoraram fazer, sugeriram esse tema para a tarefa da gincana, como era um por turma , resolvi fazer coletivamente.
Depois da escolha da palavra chave, que foi NATUREZA, começou as sugestões, e foi uma aprendizagem para eu verificar como um colega completava a idéia ou sugestões do outro, e trocavam idéias como um grande grupo, claro que com um pouco de confusão,mas construindo,se desorganizavam e se organizavam, sugerindo, questionando,mudando e convencendo alguns colegas quando não concordavam com a rima ou achavam que não estava bem colocado.
Depois de um escreve, apaga,muda torna a escrever no quadro giz,nasceu o nosso acróstico aprovado por todos.
Segundo Piaget o que caracteriza um ambiente de aprendizagem colaborativa é a ausência de hierarquia formal, um objetivo comum entre todos, respeito mútuo às diferenças individuais e liberdade para exposição de idéias e questionamentos.
E para Vygostski a aprendizagem acontece de forma interpsiquica, isto é, no coletivo, para depois haver a construção intrapsiquica, partindo do pressuposto de que a aprendizagem é constituída pelas interações do sujeito com outros indivíduos, essas interações sociais seriam as principais desencadeadoras do aprendizado.
Mesmo tendo fugido um pouco do planejamento, pois segundo nosso calendário escolar tínhamos uma gincana sobre o meio ambiente, uma das tarefas era criar um poema sobre o tema, como em uma aula anterior eles tinham aprendido sobre acróstico e adoraram fazer, sugeriram esse tema para a tarefa da gincana, como era um por turma , resolvi fazer coletivamente.
Depois da escolha da palavra chave, que foi NATUREZA, começou as sugestões, e foi uma aprendizagem para eu verificar como um colega completava a idéia ou sugestões do outro, e trocavam idéias como um grande grupo, claro que com um pouco de confusão,mas construindo,se desorganizavam e se organizavam, sugerindo, questionando,mudando e convencendo alguns colegas quando não concordavam com a rima ou achavam que não estava bem colocado.
Depois de um escreve, apaga,muda torna a escrever no quadro giz,nasceu o nosso acróstico aprovado por todos.
Segundo Piaget o que caracteriza um ambiente de aprendizagem colaborativa é a ausência de hierarquia formal, um objetivo comum entre todos, respeito mútuo às diferenças individuais e liberdade para exposição de idéias e questionamentos.
E para Vygostski a aprendizagem acontece de forma interpsiquica, isto é, no coletivo, para depois haver a construção intrapsiquica, partindo do pressuposto de que a aprendizagem é constituída pelas interações do sujeito com outros indivíduos, essas interações sociais seriam as principais desencadeadoras do aprendizado.
Sunday, May 30, 2010
Planejamento
Planejando
O Planejamento é muito importante,mas mais importante ainda é a sua flexibilidade,pois quando tudo parece dar "errado", a flexibilidade entra em ação e quando menos esperávamos, uma aula que parecia ótima não dá certo , revertemos a situação e ainda aprendemos e ensinamos muito com isso, aconteceu em uma aula em que planejei uma brincadeira, para que assimilassem melhor o conteúdo com mais prazer, brincando,mas a brincadeira que consistia em um texto recortado dentro de uma caixa, tocava uma música e a tal caixa passava de mão em mão da direita para a esquerda, quando a música parava, o aluno que estivesse com a caixa tirava uma palavra e colocava em cima da mesa, e assim sucessivamente até acabarem todas as palavras, foi o caos.
No começo deu certo,mas na medida que iam aumentando as palavras, eles ficavam ansiosos e não respeitavam as regras, querendo se intrometer na vez do outro,para ajudar e com isso só piorava.
Parei a aula e comecei a questioná-los o porquê de não ter dado certo, reconheceram que não respeitaram as regras, não esperavam a vez de organizar as palavras, e com isso a confusão se instalou na atividade.
Questionei-os se eles tivessem respeitado as regras a brincadeira teria dado certo,pensaram e responderam que sim, mas que estava difícil,pois tinha muitas palavras,embora eles já conhecessem o texto, pois eram os autores, foi o texto que eles produziram de suas certezas e dúvidas, de suas curiosidades, através das pesquisas na internet e livros.
Eles aprenderam que sem respeitar as regras não conseguimos nos organizar, aprender, executar as tarefas,
e com isso não conseguimos construir o nosso saber.
Eu aprendi que o planejamento é flexível, e que nem sempre parece o que é, quando tudo está indo mal, damos a volta e conseguimos tornar a aula bem criativa,reflexiva, e aprendemos muito, aprendemos com os erros, textos grandes ainda não é para essa faixa etária, embora que eles conheçam o conteúdo e é uma brincadeira, fica cansativo e eles se perdem, gerando ansiedade.
Sunday, May 23, 2010
Aprendendo com o erro

Essa semana depois de ler algumas produções textuais dos alunos, verifiquei alguns erros de ortografia e linguagem, resolvi passar para eles um texto escrito por uma menina, onde ela repete muito as palavras "aí" e "daí", bem típico das produções e fala deles, que escrevem conforme falam.
Ao lerem o texto, no início, acharam cansativo depois de alguns questionamentos da minha parte, refletiram e analisaram, deram-se conta do porque o texto era cansativo, criticaram , mas ainda não se dando conta de que o mesmo era praticado por eles. Disseram "ela escreve como fala", pedi para alguns alunos me contassem sobre o seu fim de semana e que os outros prestassem atenção na narrativa, depois pedi que escrevessem todos como foi o seu fim de semana e pintassem as palavras que aparecessem várias vezes repetidas e comparassem com o texto dado. Ao pintarem as palavras, contarem e compararem , ficaram pensativos e começaram a sugerir soluções para o problema, ou seja, eliminar as palavras repetidas sem "estragar" o texto, como por exemplo substituir por vírgulas.
Assim deram -se conta do erro dele e buscaram uma solução.
Segundo Ferreiro (2001) não devemos nos limitar a explicar a solução correta, nem ignorar o erro,mas sim, conduzir o aluno a buscar comparações que o faça avançar, e segundo Hoffmam(1997 p.79) "...os erros construtivos caracterizam-se por sua descoberta ..." "...só é construtivo quando a criança tem que reestruturar seu pensamento..."

Essa semana depois de ler algumas produções textuais dos alunos, verifiquei alguns erros de ortografia e linguagem, resolvi passar para eles um texto escrito por uma menina, onde ela repete muito as palavras "aí" e "daí", bem típico das produções e fala deles, que escrevem conforme falam.
Ao lerem o texto, no início, acharam cansativo depois de alguns questionamentos da minha parte, refletiram e analisaram, deram-se conta do porque o texto era cansativo, criticaram , mas ainda não se dando conta de que o mesmo era praticado por eles. Disseram "ela escreve como fala", pedi para alguns alunos me contassem sobre o seu fim de semana e que os outros prestassem atenção na narrativa, depois pedi que escrevessem todos como foi o seu fim de semana e pintassem as palavras que aparecessem várias vezes repetidas e comparassem com o texto dado. Ao pintarem as palavras, contarem e compararem , ficaram pensativos e começaram a sugerir soluções para o problema, ou seja, eliminar as palavras repetidas sem "estragar" o texto, como por exemplo substituir por vírgulas.
Assim deram -se conta do erro dele e buscaram uma solução.
Segundo Ferreiro (2001) não devemos nos limitar a explicar a solução correta, nem ignorar o erro,mas sim, conduzir o aluno a buscar comparações que o faça avançar, e segundo Hoffmam(1997 p.79) "...os erros construtivos caracterizam-se por sua descoberta ..." "...só é construtivo quando a criança tem que reestruturar seu pensamento..."
Sunday, May 16, 2010
Encontrando uma saída
Essa semana em uma atividade de matemática com o material dourado envolvendo subtração com reseva, uma situação de dois grupos me remeteu a essa citação:
"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.Cria situações-problemas"
( Jean Piaget).
Pois cada grupo tinha uma caixa do material dourado, como os grupos eram de seis alunos, e na caixa só existia 10 placas representando a centena, na atividade precisavam pegar duas placas cada um, para um colega faltou as placas,passei olhando e perguntei e agora, como tu vais resolver a tua atividade? fiquei observando, quando ele pegou 10 barrinhas de dezena, colocou-as alinhadas e depois pegou mais 10, perguntei o que estava fazendo, olhou e disse que como não tinha sobrado as placas de centena, ele resolveu representar com as 10 barrinhas, que ficava uma centena, então contou para me mostrar que havia uma centena em cada representação que havia feito com as barrinhas de dezena.
Essa semana em uma atividade de matemática com o material dourado envolvendo subtração com reseva, uma situação de dois grupos me remeteu a essa citação:
"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.Cria situações-problemas"
( Jean Piaget).
Pois cada grupo tinha uma caixa do material dourado, como os grupos eram de seis alunos, e na caixa só existia 10 placas representando a centena, na atividade precisavam pegar duas placas cada um, para um colega faltou as placas,passei olhando e perguntei e agora, como tu vais resolver a tua atividade? fiquei observando, quando ele pegou 10 barrinhas de dezena, colocou-as alinhadas e depois pegou mais 10, perguntei o que estava fazendo, olhou e disse que como não tinha sobrado as placas de centena, ele resolveu representar com as 10 barrinhas, que ficava uma centena, então contou para me mostrar que havia uma centena em cada representação que havia feito com as barrinhas de dezena.
Oi Maura
Pude observar que na volta da hora atividade, quando voltam mais agitados ainda,um trabalhinho como o jogo dos 7 erros acalma-os e ajuda para que retomem a concentração,pois acredito que como eles encaram como brincadeira e gostam funciona.
Mas mesmo assim estou me adequando a essa nova realidade,felizmente o planejamento é flexível,sendo assim quando o tempo fica curto, como foi essa semana,adaptamos os onteúdos.
Pude observar que na volta da hora atividade, quando voltam mais agitados ainda,um trabalhinho como o jogo dos 7 erros acalma-os e ajuda para que retomem a concentração,pois acredito que como eles encaram como brincadeira e gostam funciona.
Mas mesmo assim estou me adequando a essa nova realidade,felizmente o planejamento é flexível,sendo assim quando o tempo fica curto, como foi essa semana,adaptamos os onteúdos.
Sunday, May 09, 2010
Quarta Semana
Hora Atividade
Esse ano temos hora atividade, o professor tem o direito a quatro horas por semana para planejar com os colegas, o que antes era nosso tema de casa, pois planejávamos depois das aulas, agora se faz na escola, enquanto os alunos tem biblioteca, recreação, informática e arte-educação, como tudo tem seu lado bom e ruim.
Como é o primeiro ano e estamos nos adaptando tanto professor quanto alunos, e toda adaptação é um pouco difícil, por ser novidade e não estarmos acostumados.
As horas atividades devido aos horários, para que professores de turmas paralelas planejem juntos, os horários ficaram fragmentados, ou seja, em um período de quatro horas, temos duas de hora atividade duas vezes por semana, o trabalho do professor titular fica um pouco difícil, tendo meia hora de aula antes, as vezes uma hora no meio desse período e vinte minutos após, pois temos ainda neste meio o recreio e o almoço.
Então complica um pouco a nossa aula, quando a turma começa prestar atenção e se envolver, pois isso leva um tempinho, principalmente com uma turma de pequenos e bastante agitada como é a minha, tem hora atividade, na volta até acalmar e retornarmos leva mais algum tempo.
Só mesmo com o tempo e a continuidade para que tudo entre nos eixos.
Esse ano temos hora atividade, o professor tem o direito a quatro horas por semana para planejar com os colegas, o que antes era nosso tema de casa, pois planejávamos depois das aulas, agora se faz na escola, enquanto os alunos tem biblioteca, recreação, informática e arte-educação, como tudo tem seu lado bom e ruim.
Como é o primeiro ano e estamos nos adaptando tanto professor quanto alunos, e toda adaptação é um pouco difícil, por ser novidade e não estarmos acostumados.
As horas atividades devido aos horários, para que professores de turmas paralelas planejem juntos, os horários ficaram fragmentados, ou seja, em um período de quatro horas, temos duas de hora atividade duas vezes por semana, o trabalho do professor titular fica um pouco difícil, tendo meia hora de aula antes, as vezes uma hora no meio desse período e vinte minutos após, pois temos ainda neste meio o recreio e o almoço.
Então complica um pouco a nossa aula, quando a turma começa prestar atenção e se envolver, pois isso leva um tempinho, principalmente com uma turma de pequenos e bastante agitada como é a minha, tem hora atividade, na volta até acalmar e retornarmos leva mais algum tempo.
Só mesmo com o tempo e a continuidade para que tudo entre nos eixos.
Saturday, May 01, 2010
Terceira Semana
Mais uma Semana
Essa semana foi curta com a passeata pela Educação na quarta-feira e com as oficinas oferecidas pela SMED na quinta e na sexta- feira, mas bem significativa, embora só com dois dias de aula e o planejamento para seguir, pensei que tinham ficado algumas coisas para trás, pois esqueço que são pequenos, às vezes, e quando o assunto empolga e provoco- os, partem para a discussão, dialogando,questionando, e o plano com os conteúdos fica para trás.
Antes do PEAD, isso teria me angustiado, pois pensava que estaria perdendo tempo, e os conteúdos?
Agora vejo o quanto ganhamos com "essa perda de tempo",ganhamos em qualidade, desenvolvimento do raciocínio, interação com os colegas, refletem analisam e se posicionam, pois segundo Paulo Freire, o conhecimento não se transmite se constrói, sendo assim eles construíram o conceito sobre o Universo, a partir das discussões, argumentações e da pesquisa, embora houvesse alguma discordância por parte de alguns alunos, que levará a novas pesquisas, discussões, questionamentos, indagações e reflexões.
E assim construirão novos conhecimentos, sempre sem parar, pois uma coisa leva a outra.
Essa semana foi curta com a passeata pela Educação na quarta-feira e com as oficinas oferecidas pela SMED na quinta e na sexta- feira, mas bem significativa, embora só com dois dias de aula e o planejamento para seguir, pensei que tinham ficado algumas coisas para trás, pois esqueço que são pequenos, às vezes, e quando o assunto empolga e provoco- os, partem para a discussão, dialogando,questionando, e o plano com os conteúdos fica para trás.
Antes do PEAD, isso teria me angustiado, pois pensava que estaria perdendo tempo, e os conteúdos?
Agora vejo o quanto ganhamos com "essa perda de tempo",ganhamos em qualidade, desenvolvimento do raciocínio, interação com os colegas, refletem analisam e se posicionam, pois segundo Paulo Freire, o conhecimento não se transmite se constrói, sendo assim eles construíram o conceito sobre o Universo, a partir das discussões, argumentações e da pesquisa, embora houvesse alguma discordância por parte de alguns alunos, que levará a novas pesquisas, discussões, questionamentos, indagações e reflexões.
E assim construirão novos conhecimentos, sempre sem parar, pois uma coisa leva a outra.
Saturday, April 24, 2010
Descobertas
Depois de duas semanas,que na verdade foram sete dias, pois terça -feira tivemos reunião pedagógica, quarta feriado, analisando me apavorei um pouco, pois estava acostuma com 4ª série a muitos anos, resolvi pegar um 3º ano, como desafio, mas não imaginava tantas dificuldades, alunos que não tem noção de espaço no caderno, que ainda tem dificuldade na construção do número, que ficam muito alienados e que muitas vezes não entendem o que falo, sendo assim revi minha ação pedagógica e vou começar uma semana com mais calma, respeitando o ritmo da maioria, embora tenha uns muito rápidos e com sede de informações e conhecimento,vou tentar aproximá-los.
Descobri agora que tenho um aluno especial nesta turma, foi dito que ele tinha muita dificuldade de aprendizagem, mas descobri que tem laudo médico, que ele é bem comprometido no desenvolvimento mental, outro teve paralisia infantil, que deixou seqüela nas pernas,mas caminha e corre normalmente, são coisas que não observamos nos primeiros dias.
Depois de duas semanas,que na verdade foram sete dias, pois terça -feira tivemos reunião pedagógica, quarta feriado, analisando me apavorei um pouco, pois estava acostuma com 4ª série a muitos anos, resolvi pegar um 3º ano, como desafio, mas não imaginava tantas dificuldades, alunos que não tem noção de espaço no caderno, que ainda tem dificuldade na construção do número, que ficam muito alienados e que muitas vezes não entendem o que falo, sendo assim revi minha ação pedagógica e vou começar uma semana com mais calma, respeitando o ritmo da maioria, embora tenha uns muito rápidos e com sede de informações e conhecimento,vou tentar aproximá-los.
Descobri agora que tenho um aluno especial nesta turma, foi dito que ele tinha muita dificuldade de aprendizagem, mas descobri que tem laudo médico, que ele é bem comprometido no desenvolvimento mental, outro teve paralisia infantil, que deixou seqüela nas pernas,mas caminha e corre normalmente, são coisas que não observamos nos primeiros dias.
Wednesday, April 21, 2010
Continuando
Segundo o que combinamos que seria o ponto de partida para a arquitetura pedagógica, o interesse deles neste momento está voltado para o Universo, com várias dúvidas, como ele se formou, quem o fez, se existe vida nos outros planetas, o que houve com a Terra depois da explosão, etc.. e as certezas provisórias, a Terra faz parte do Universo, ele começou com uma explosão de meteoros que caíram, a Terra é redonda,etc.
As perguntas, dúvidas e certezas provisórias são muitas, aos poucos estamos discutindo, fizemos um passeio ao Planetário para assistir o " Príncipe sem nome", na volta algumas certezas provisórias, como:
-A terra para eles era redonda,
- O Universo começou com uma explosão de meteoros que caíram,mas de onde?
Descobriram que suas certezas não eram certas, isso desacomodou-os um pouco, surgindo mais dúvidas e curiosidade em pesquisar para saber mais, assim estamos trabalhando enquanto não chega o momento de utilizarmos o Laboratório de Informática, que será sexta-feira, pois estão loucos para irem para o laboratório pesquisar e criar o Wiki para trocarem informações, pois cada dupla irá pesquisar uma dúvida e uma certeza.
Segundo o que combinamos que seria o ponto de partida para a arquitetura pedagógica, o interesse deles neste momento está voltado para o Universo, com várias dúvidas, como ele se formou, quem o fez, se existe vida nos outros planetas, o que houve com a Terra depois da explosão, etc.. e as certezas provisórias, a Terra faz parte do Universo, ele começou com uma explosão de meteoros que caíram, a Terra é redonda,etc.
As perguntas, dúvidas e certezas provisórias são muitas, aos poucos estamos discutindo, fizemos um passeio ao Planetário para assistir o " Príncipe sem nome", na volta algumas certezas provisórias, como:
-A terra para eles era redonda,
- O Universo começou com uma explosão de meteoros que caíram,mas de onde?
Descobriram que suas certezas não eram certas, isso desacomodou-os um pouco, surgindo mais dúvidas e curiosidade em pesquisar para saber mais, assim estamos trabalhando enquanto não chega o momento de utilizarmos o Laboratório de Informática, que será sexta-feira, pois estão loucos para irem para o laboratório pesquisar e criar o Wiki para trocarem informações, pois cada dupla irá pesquisar uma dúvida e uma certeza.
Friday, April 09, 2010
Arquitetura Pedagógica
Pensando
Quando pensei na Arquitetura Pedagógica para o estágio,resolvi optar por um PA, pois gosto de instigar os alunos a pensar, perguntar, expor suas dúvidas, certezas e opiniões, pois acredito que as perguntas são o resultado natural da curiosidade e nos levam a novos conhecimentos, a novas compreensões, a tomada de consciência do que sabemos e estimulam a investigação, pois geram observação, interpretação das respostas, desenvolve o estudo e leva-se a investigar o que se conhece. Sendo assim desafiam o aluno a comprometerem-se com a pesquisa das idéias, na aplicação dos processos intelectuais em problemas de interesse pessoal ou social envolvendo-os com a realidade, agrupando-os por interesses semelhantes, colocando-os em um papel ativo, pesquisador, onde observa, expõe e entrevista, revisando e aperfeiçoando seus conhecimentos iniciais para o aprimoramento progressivo, podendo ajudar a desenvolver essas habilidades.Pois sabemos que precisamos desequilibrar as idéias preconcebidas( sentido piageano), para que o aluno sinta-se¨incomodado¨e comece a ter dúvidas sobre essas idéias, para que possa refletir sobre as mesmas e assim reconstuí-las.
Quando pensei na Arquitetura Pedagógica para o estágio,resolvi optar por um PA, pois gosto de instigar os alunos a pensar, perguntar, expor suas dúvidas, certezas e opiniões, pois acredito que as perguntas são o resultado natural da curiosidade e nos levam a novos conhecimentos, a novas compreensões, a tomada de consciência do que sabemos e estimulam a investigação, pois geram observação, interpretação das respostas, desenvolve o estudo e leva-se a investigar o que se conhece. Sendo assim desafiam o aluno a comprometerem-se com a pesquisa das idéias, na aplicação dos processos intelectuais em problemas de interesse pessoal ou social envolvendo-os com a realidade, agrupando-os por interesses semelhantes, colocando-os em um papel ativo, pesquisador, onde observa, expõe e entrevista, revisando e aperfeiçoando seus conhecimentos iniciais para o aprimoramento progressivo, podendo ajudar a desenvolver essas habilidades.Pois sabemos que precisamos desequilibrar as idéias preconcebidas( sentido piageano), para que o aluno sinta-se¨incomodado¨e comece a ter dúvidas sobre essas idéias, para que possa refletir sobre as mesmas e assim reconstuí-las.
Tuesday, April 06, 2010
A turma!
Que Turma!!
Ao visitar a turma em que farei estágio,um 3º ano, a professora titular me apresentou e comecei a conversar com os alunos, após me inteirar dos conteúdos do trimestre, comecei a perguntar sobre eles, o que gostavam, como era a vida deles, foi um alvoroço só, todos querendo contar, opinar, ao mesmo tempo, mas depois de se acalmarem e ¨ tudo voltar ao normal¨, com cada um falando na sua vez, descobri uma riqueza de informações, curiosidades e sede de saberes.
Eles tem tanta curiosidade que bastou perguntar o que eles gostariam de aprender ou saber mais, que encheu o quadro giz. Prometi voltar e analizarmos sobre o que eles gostariam de pesquisar, se aprofundar e aprender mais e o já sabiam sobre o assunto do qual a maioria escolheu.
Que será o ponto de partida da Arquitetura Pedagógica.
Monday, March 29, 2010
Estágio
Consequência
Na primeira aula presencial do semestre as professoras falaram sobre o estágio, como seria, esclareceram nossas dúvidas, e nos encorajaram, saí de lá tranquila,mas quando cheguei na escola uma colega, que foi durante alguns anos minha paralela de série, me perguntou sobre o mesmo, respondi que seria estruturado em uma arquitetura pedagógica, perguntou o que era isso, confidenciei-lhe que começava a me preocupar, expliquei o que era, para minha surpresa, ela riu e disse: tu tira de letra,pois é assim que tu trabalha, lembra quando trabalhavamos juntas e quanta coisa tu me orientava.
Bem então porque eu estava preocupada?
Veio a resposta:
Vou ser supervisionada, mas tudo bem ,as professoras são ótimas, sempre nos ajudaram, neste momento fui remetida para minha primeira série ,quando tive que fazer um teste de leitua diante da professora e da turma,
mesmo sabendo não consegui ler direito,pois tinha dificuldade de pronúnciar certas palavras, trocando letras, consequência: fiquei de castigo a manhã inteira.
Conclusão: nós professores temos uma grande responsabilidade para com nossos alunos,pois podemos traumatizá-los, com certas atitudes ou falas, pelo resto de suas vidas.
Por isso temos o dever de tomar cuidado com a maneira como dizemos e como agimos.
Na primeira aula presencial do semestre as professoras falaram sobre o estágio, como seria, esclareceram nossas dúvidas, e nos encorajaram, saí de lá tranquila,mas quando cheguei na escola uma colega, que foi durante alguns anos minha paralela de série, me perguntou sobre o mesmo, respondi que seria estruturado em uma arquitetura pedagógica, perguntou o que era isso, confidenciei-lhe que começava a me preocupar, expliquei o que era, para minha surpresa, ela riu e disse: tu tira de letra,pois é assim que tu trabalha, lembra quando trabalhavamos juntas e quanta coisa tu me orientava.
Bem então porque eu estava preocupada?
Veio a resposta:
Vou ser supervisionada, mas tudo bem ,as professoras são ótimas, sempre nos ajudaram, neste momento fui remetida para minha primeira série ,quando tive que fazer um teste de leitua diante da professora e da turma,
mesmo sabendo não consegui ler direito,pois tinha dificuldade de pronúnciar certas palavras, trocando letras, consequência: fiquei de castigo a manhã inteira.
Conclusão: nós professores temos uma grande responsabilidade para com nossos alunos,pois podemos traumatizá-los, com certas atitudes ou falas, pelo resto de suas vidas.
Por isso temos o dever de tomar cuidado com a maneira como dizemos e como agimos.
Sunday, March 28, 2010
Recomeço
Começando com o pé direito
Começando o ano com o pé direito, foi oferecido aos professores, antes do início do ano letivo,uma palestra com o professor Ms.Max G. Haetinger, pela SMED, na sede do Clube União.
Nem preciso dizer que foi o máximo, o professor Max sabe como prender a atenção da platéia, pois o tema também foi muito interessante ¨A diferença, a criatividade e a originalidade. Como valorizar o professor que inova?¨.
Encontrei na fala do professor Max tudo aquilo que estamos estudando e ouvindo de nossos mestres do PEAD nesses oitos semestres, pois segundo ele a aula tem que ter forma, não adianta só conteúdo, pois um educador que inova deve ser um mestre (ensinar pelo exemplo) um artista,(criativo) um comediante ( tornar a aula prazerosa,alegre, descontrída),um técnico (ter conhecimento profundo do conteúdo), um motivador (estar motivado, motivar), um psicologo (entender sobre a psicologia do comportamento humano), um idealista (ter um sonho ,um ideal,buscar, conquistar), enfim um maluco( evoluir, realizar, amar, ter boas idéias e ousar),atuar em rede, em conjunto, conversar,trocar de uma forma única e criativa, trabalhar com o que o aluno já possui e ampliar esses conhecimentos, aproximando o conhecimento da realidade , focando a ação , pois o aprendizado é o conhecimento em ação.
Nem preciso dizer que foi o máximo, o professor Max sabe como prender a atenção da platéia, pois o tema também foi muito interessante ¨A diferença, a criatividade e a originalidade. Como valorizar o professor que inova?¨.
Encontrei na fala do professor Max tudo aquilo que estamos estudando e ouvindo de nossos mestres do PEAD nesses oitos semestres, pois segundo ele a aula tem que ter forma, não adianta só conteúdo, pois um educador que inova deve ser um mestre (ensinar pelo exemplo) um artista,(criativo) um comediante ( tornar a aula prazerosa,alegre, descontrída),um técnico (ter conhecimento profundo do conteúdo), um motivador (estar motivado, motivar), um psicologo (entender sobre a psicologia do comportamento humano), um idealista (ter um sonho ,um ideal,buscar, conquistar), enfim um maluco( evoluir, realizar, amar, ter boas idéias e ousar),atuar em rede, em conjunto, conversar,trocar de uma forma única e criativa, trabalhar com o que o aluno já possui e ampliar esses conhecimentos, aproximando o conhecimento da realidade , focando a ação , pois o aprendizado é o conhecimento em ação.
Sunday, November 29, 2009
Análise
Comunicação
Na idade média os surdos eram considerados sujeitos estranhos e objeto de curiosidade da sociedade, eram proibidos de receberem a comunhão e existia leis que proibiam de receber heranças,votar e usufluir dos direitos como cidadãos.
Na idade moderna surgiram alguns autores que defenderam alguns direitos e até escreveram livros que ilustravam o alfabeto da época, foram Pedro Ponce de Leon Fray de Melchor Yebra entre outros.
Na idade contemporânea Abade Charles conheceu duas irmãs surdas que se comunicavam por sinais, manteve contato com todos os surdos e procurou aprender a língua deles, ou seja, a língua de sinais, fundou a primeira escola pública para surdos. Depois deles vieram outros que se preocuparam com os surdos e de como inclí-los na sociedade como cidadãos normais,mas infelizmente a luta dessa comunidade não terminou, se estende até hoje, para que sejam reconhecida a sua lingua de sinais como a lingua portuguesa, a inglesa, a alemã, etc.
Eu acho que as pessoas surdas são mais observadoras que a maioria das que ouvem, talvez porque no mundo delas não haja som, e isso desperta o senso de observação. No mais são pessoas tão normais quanto qualquer outra, com suas carências, sonhos e anseios, mas que precisam ser reconhecidas pelos seus talentos e o mundo ser mais adequado as condições delas, por exemplo ser obrigatório no curriculo estudar a lingua de sinais, para as crianças é bem mais fácil aprender e sabemos que elas aprendem entre si com mais facilidade, pois embora tenhamos várias maneiras de nos comunicar a lingua seja ela qual for exerce um entendimento e uma comunicação entreas pessoas.
Na idade média os surdos eram considerados sujeitos estranhos e objeto de curiosidade da sociedade, eram proibidos de receberem a comunhão e existia leis que proibiam de receber heranças,votar e usufluir dos direitos como cidadãos.
Na idade moderna surgiram alguns autores que defenderam alguns direitos e até escreveram livros que ilustravam o alfabeto da época, foram Pedro Ponce de Leon Fray de Melchor Yebra entre outros.
Na idade contemporânea Abade Charles conheceu duas irmãs surdas que se comunicavam por sinais, manteve contato com todos os surdos e procurou aprender a língua deles, ou seja, a língua de sinais, fundou a primeira escola pública para surdos. Depois deles vieram outros que se preocuparam com os surdos e de como inclí-los na sociedade como cidadãos normais,mas infelizmente a luta dessa comunidade não terminou, se estende até hoje, para que sejam reconhecida a sua lingua de sinais como a lingua portuguesa, a inglesa, a alemã, etc.
Eu acho que as pessoas surdas são mais observadoras que a maioria das que ouvem, talvez porque no mundo delas não haja som, e isso desperta o senso de observação. No mais são pessoas tão normais quanto qualquer outra, com suas carências, sonhos e anseios, mas que precisam ser reconhecidas pelos seus talentos e o mundo ser mais adequado as condições delas, por exemplo ser obrigatório no curriculo estudar a lingua de sinais, para as crianças é bem mais fácil aprender e sabemos que elas aprendem entre si com mais facilidade, pois embora tenhamos várias maneiras de nos comunicar a lingua seja ela qual for exerce um entendimento e uma comunicação entreas pessoas.
Monday, November 02, 2009
Aprendendo no EJA
EJA
Uma atividade da disciplina do EJA, era fazermos uma entrevista com uma(o) educadora(o) do mesmo.
Nunca tinha tido contato com esse tipo de docência e seus alunos.
Foi muito interessante , observei uma turma de 5ª série, onde havia dois alunos jovens de 17 e 18 anos e duas alunas com mais de 50 anos, sendo esses os mais velhos e os mais novos, observei que a linguagem é bem diferente em um mesmo contexto, enquanto os mais velhos possuem uma linguagem formal, seus assuntos giram em torno das experiências de vida, estão ali para aprender, perguntam sobre tudo, querem entender a fundo,se preocupam ,pois o raciocínio é mais lento, não faltam as aulas, os jovens possuem uma linguagem repleta de gírias, seus assuntos giram em torno do presente, se contentam em aprender o necessário para passarem de ano,embora seu raciocínio seja rápido e ativo.
Percebo que o desafio do educador do EJA seja conciliar essas duas realidades dentro da sala de aula, de modo que o adulto aprenda mesmo com suas limitações e o jovem permaneça em sala de aula, mas ao meu ver o principal desafio seria integrar essas duas realidades de modo que uma aprendesse com a outra. Seria possível?
Uma atividade da disciplina do EJA, era fazermos uma entrevista com uma(o) educadora(o) do mesmo.
Nunca tinha tido contato com esse tipo de docência e seus alunos.
Foi muito interessante , observei uma turma de 5ª série, onde havia dois alunos jovens de 17 e 18 anos e duas alunas com mais de 50 anos, sendo esses os mais velhos e os mais novos, observei que a linguagem é bem diferente em um mesmo contexto, enquanto os mais velhos possuem uma linguagem formal, seus assuntos giram em torno das experiências de vida, estão ali para aprender, perguntam sobre tudo, querem entender a fundo,se preocupam ,pois o raciocínio é mais lento, não faltam as aulas, os jovens possuem uma linguagem repleta de gírias, seus assuntos giram em torno do presente, se contentam em aprender o necessário para passarem de ano,embora seu raciocínio seja rápido e ativo.
Percebo que o desafio do educador do EJA seja conciliar essas duas realidades dentro da sala de aula, de modo que o adulto aprenda mesmo com suas limitações e o jovem permaneça em sala de aula, mas ao meu ver o principal desafio seria integrar essas duas realidades de modo que uma aprendesse com a outra. Seria possível?
Friday, October 23, 2009
Oi Simone
Respondendo a tua pergunta" Como realiza as avaliações dos teus alunos?"
Geralmente fazemos um debate , tipo fórum, onde um começa comentando o que entendeu da nossa interação a respeito do assunto discutido, e outros vão contribuindo com apartes, ou completando,mas tem os que ainda pedem mais esclerecimento para o colega e levantam questionamentos. Às vezes vamos escrevendo no queadro giz com o nome de cada aluno no respectivel comentário,peço que eles leiam e tentem produzir um texto uniforme com coerência e sequência.Em outra ocasião fizemos um debate, onde os alunos perguntam e expõem suas opiniões sobre o assunto, divididos em dois grupos, um aluno de cada grupo pergunta para um aluno do outro grupo que queira responder,deixando outro comentário no ar para que possamos dar continuidade ao debate, ou ainda peço que cada um escreva com suas palavras o que entenderam do que foi debatido.
Respondendo a tua pergunta" Como realiza as avaliações dos teus alunos?"
Geralmente fazemos um debate , tipo fórum, onde um começa comentando o que entendeu da nossa interação a respeito do assunto discutido, e outros vão contribuindo com apartes, ou completando,mas tem os que ainda pedem mais esclerecimento para o colega e levantam questionamentos. Às vezes vamos escrevendo no queadro giz com o nome de cada aluno no respectivel comentário,peço que eles leiam e tentem produzir um texto uniforme com coerência e sequência.Em outra ocasião fizemos um debate, onde os alunos perguntam e expõem suas opiniões sobre o assunto, divididos em dois grupos, um aluno de cada grupo pergunta para um aluno do outro grupo que queira responder,deixando outro comentário no ar para que possamos dar continuidade ao debate, ou ainda peço que cada um escreva com suas palavras o que entenderam do que foi debatido.
Tuesday, October 20, 2009
Entendendo Nossos Alunos
Para que o professor perceba os significados das revelações dos alunos,
não basta escutá-los ou observá-los,
mais do que responder a eles é preciso falar com eles;
mais do que corrigir as tarefas,
sentir quem as fez e como elas foram feitas;
mais do que aceitar o silêncio de alguns alunos,
captar seu significado.
Enfim analisar e interpretar os
diferentes tipos de manifestações dos alunos.
O objetivo é saber quem são,
como estão e o que eles podem.
Somente assim conseguiremos ensinar a
matemática, nos livrando das crenças,
preconceitos e outros problemas.
(LORENZATO.2006, p.16)
Para que o professor perceba os significados das revelações dos alunos,
não basta escutá-los ou observá-los,
mais do que responder a eles é preciso falar com eles;
mais do que corrigir as tarefas,
sentir quem as fez e como elas foram feitas;
mais do que aceitar o silêncio de alguns alunos,
captar seu significado.
Enfim analisar e interpretar os
diferentes tipos de manifestações dos alunos.
O objetivo é saber quem são,
como estão e o que eles podem.
Somente assim conseguiremos ensinar a
matemática, nos livrando das crenças,
preconceitos e outros problemas.
(LORENZATO.2006, p.16)
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